"(...)Em primeiro lugar, não só o processo de desnacionalização das decisões políticas se intensificou como se perderam formas de sindicância democrática. À perda de soberania dos Estados-nação (o fim do embedded liberalism) juntou-se a perda de soberania dos cidadãos, que deixaram de poder responsabilizar quem decide através do voto. O que se anuncia no novo modelo de governação económico europeu é, a este propósito, não só negativo economicamente como representa uma machadada sem precedentes na dimensão política da construção europeia.
Em segundo lugar, enquanto a perda de soberania diminui drasticamente a capacidade dos executivos para, de facto, governarem, também o grau de autonomia orçamental se reduziu. O lastro das políticas já consolidadas torna a despesa muito rígida, pelo que aos governos, caso queiram fazer diferente, só resta aumentar o endividamento, num contexto em que são obrigados a reduzi-lo.
Finalmente, quando os governos eram obrigados a não cumprir o prometido por força das circunstâncias, o que faziam era procurar apoio junto dos seus apoiantes mais leais, explicando que, embora estivessem a tomar medidas impopulares, estavam a ser responsáveis. Mas, hoje, a lealdade partidária tem declinado e os eleitores fiéis têm sido substituídos por eleitores voláteis e cidadãos cínicos, descrentes dos políticos. Em Portugal, onde o encastramento dos partidos é muito frágil, este recurso é ainda menos viável. No fundo, não há base eleitoral para a retórica da responsabilidade.
No fim, o que sobra é um conjunto de 'governos' presos entre pressões externas para levar a cabo ajustamentos orçamentais profundos e pressões domésticas para aumentar ou manter os níveis de despesa anteriores. O problema é que tudo isto ocorre num contexto em que os políticos já não têm credibilidade, nem dispõem dos instrumentos de governação do passado. Com pouca margem de manobra, a política só pode mesmo dececionar. O risco agora é que também a democracia se revele impopular. Há demasiados sinais de que assim vai ser."
o resto do meu artigo no Expresso da semana passada pode ser lido aqui.
sábado, 23 de outubro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Acumulação primitiva de capital
Nos últimos anos, cada disco novo que sai dos Belle & Sebastian só me faz ter vontade de voltar a ouvir o Tigermilk, os EP iniciais e o The Boy with the Arab Strap (acima de todos os outros). É triste que assim seja.
Dá que pensar e pode bem ser verdade
"o Governo não tem mais informação do que aquela que é pública", Pedro Silva Pereira a propósito da execução orçamental.
Recordar é viver
a propósito das declarações de antónio martins, a que a fernanda dedica a justa atenção aqui, nada como ler a doutrina e recordar o texto de apresentação do último congresso da agremiação presidida pelo senhor.
aqui ficam alguns excertos:
"(...) Desde há alguns anos que existe a intuição que o poder judicial nas democracias descontentes do início do século XXI corre o risco de se vir a assumir-se como verdadeiro poder.
Se o século XIX foi o século do poder legislativo e o século XX o do poder executivo, poderá o século XXI vir a ser o século do poder judicial?
(...)
Casos criminais, procedimentos para anular medidas do poder executivo, reposição de direitos comprimidos pelo legislativo, exigência efectiva de responsabilidades do Estado e dos seus servidores são exemplos claros dum novo modo de exercício do judiciário.
(...)
convocam o poder judicial para um outro exercício da democracia.
Estaremos perante uma transferência de legitimidade dos poderes legislativo e executivo para o judicial? Será um problema de exigência de qualidade da própria democracia e da coesão social?
(...)
Estarão os juízes e os tribunais preparados para ter lugar nessa narrativa?
A amplificação de poderes do judiciário e a sua visibilidade densifica a sua dimensão política.(...)"
como está tudo citado fora do contexto, nada como ir ler o original aqui. (há uns tempos escrevi sobre o assunto aqui e confesso que o tema já se torna cansativo, até para a minha pobre espinha, que já foi partida há uns anos)
aqui ficam alguns excertos:
"(...) Desde há alguns anos que existe a intuição que o poder judicial nas democracias descontentes do início do século XXI corre o risco de se vir a assumir-se como verdadeiro poder.
Se o século XIX foi o século do poder legislativo e o século XX o do poder executivo, poderá o século XXI vir a ser o século do poder judicial?
(...)
Casos criminais, procedimentos para anular medidas do poder executivo, reposição de direitos comprimidos pelo legislativo, exigência efectiva de responsabilidades do Estado e dos seus servidores são exemplos claros dum novo modo de exercício do judiciário.
(...)
convocam o poder judicial para um outro exercício da democracia.
Estaremos perante uma transferência de legitimidade dos poderes legislativo e executivo para o judicial? Será um problema de exigência de qualidade da própria democracia e da coesão social?
(...)
Estarão os juízes e os tribunais preparados para ter lugar nessa narrativa?
A amplificação de poderes do judiciário e a sua visibilidade densifica a sua dimensão política.(...)"
como está tudo citado fora do contexto, nada como ir ler o original aqui. (há uns tempos escrevi sobre o assunto aqui e confesso que o tema já se torna cansativo, até para a minha pobre espinha, que já foi partida há uns anos)
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
"When you are old and gray"

"(...) If I was a young and modern guy,
Wouldnt I?
So when did I cease to see the light?
and maybe you were right
Maybe I’m all dried up inside
Maybe I’m not built for these times
Maybe I don’t know how to live (...)"
Lloyd Cole, why in the world?
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
"Sorrindo ao filho da puta que..."
O José Rentes de Carvalho tem um blog. De vez em quando, ameaça suspendê-lo, mas depois logo regressa. Há muito tempo que ando para falar do blog e da Ernestina e da Amante Holandesa, que li de um trago e que tenho recomendado a toda a gente. Ainda que seja um tipo da cidade, sem raízes fora de Lisboa, encontrei, por exemplo, na Ernestina alguns traços de um país que ainda assim fui conhecendo na minha infância, em férias de verão. Os livros espantaram-me e só tenho pena que tenham sido para mim uma descoberta tardia. A escrita precisa, depurada a retratar um país que persiste. Mais cínico e realista do que a inclinação que sempre temos para romancear o Portugal rural e bucólico. Hoje, o José Rentes de Carvalho escreve isto no seu blog. Transcrevo por inteiro estas palavras de alerta. Eu sempre desconfiei que as coisas eram afinal assim.
Bucolismo
"Em miúdo acreditava, comecei depois a desconfiar e desde então a minha surpresa aumenta quando oiço ou leio o desfiar sobre as coisas pastoris e boas da vida da aldeia. O solzinho, o ar puro; o ti Alberto que aos noventa todos os dias cava a horta; a Gervásia que faz alheiras à moda antiga; o forno de lenha onde a Laura e a irmã cozem pães de centeio, grandes como rodas de carro, iguaizinhos aos das nossas avós; a rapaziada de calças arregaçadas na pisa das uvas.
Babam-se jornais e revistas a acentuar a "autenticidade" deste viver, pergunta a televisão a gerontes surdos se lhes agradaria a vida fora daqui; aparecem uns jipes de mirones citadinos a fotografar isto aquilo e acham "muito típicos" os casebres arruinados, a fonte velha, as pedras do lagar, aquele castanheiro.
A aldeia? Ó senhores, deixem-se de histórias, não nos incomodem nem venham acordar a sonolência a que nos obrigamos para nos podermos aguentar uns aos outros. Dando-nos os bons-dias, conversando à esquina sobre o tempo, a amêndoa e a carestia, enquanto esperamos o camião do padeiro. Sorrindo e batendo nas costas do filho da puta que à noite empurra o contentor do lixo para a nossa parede. Sorrindo ao filho da puta que com ácido queimou as raízes da oliveira que lhe sombreava o quintal. Sorrindo ao filho da puta que desvia a água da rega. Sorrindo. Sorrindo. Sorrindo e falando manso à grandessíssima que manda o filho mijar à nossa porta, porque a incomoda o ladrar do cão.
Sorrindo e sabendo uns dos outros que não há casa sem pistola."
Bucolismo
"Em miúdo acreditava, comecei depois a desconfiar e desde então a minha surpresa aumenta quando oiço ou leio o desfiar sobre as coisas pastoris e boas da vida da aldeia. O solzinho, o ar puro; o ti Alberto que aos noventa todos os dias cava a horta; a Gervásia que faz alheiras à moda antiga; o forno de lenha onde a Laura e a irmã cozem pães de centeio, grandes como rodas de carro, iguaizinhos aos das nossas avós; a rapaziada de calças arregaçadas na pisa das uvas.
Babam-se jornais e revistas a acentuar a "autenticidade" deste viver, pergunta a televisão a gerontes surdos se lhes agradaria a vida fora daqui; aparecem uns jipes de mirones citadinos a fotografar isto aquilo e acham "muito típicos" os casebres arruinados, a fonte velha, as pedras do lagar, aquele castanheiro.
A aldeia? Ó senhores, deixem-se de histórias, não nos incomodem nem venham acordar a sonolência a que nos obrigamos para nos podermos aguentar uns aos outros. Dando-nos os bons-dias, conversando à esquina sobre o tempo, a amêndoa e a carestia, enquanto esperamos o camião do padeiro. Sorrindo e batendo nas costas do filho da puta que à noite empurra o contentor do lixo para a nossa parede. Sorrindo ao filho da puta que com ácido queimou as raízes da oliveira que lhe sombreava o quintal. Sorrindo ao filho da puta que desvia a água da rega. Sorrindo. Sorrindo. Sorrindo e falando manso à grandessíssima que manda o filho mijar à nossa porta, porque a incomoda o ladrar do cão.
Sorrindo e sabendo uns dos outros que não há casa sem pistola."
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
É sobre a América que Robert Reich escreve, mas ninguém escapa à tendência
"(...) The perfect storm: An unprecedented concentration of income and wealth at the top; a record amount of secret money flooding our democracy; and a public becoming increasingly angry and cynical about a government that’s raising its taxes, reducing its services, and unable to get it back to work.
We’re losing democratic capitalism to plutocratic capitalism."
Robert Reich, The Perfect Storm.
We’re losing democratic capitalism to plutocratic capitalism."
Robert Reich, The Perfect Storm.
domingo, 17 de outubro de 2010
Os brancos mais pretos do mundo juntam-se aos pretos mais brancos
Se eu mandasse, os Roots seriam a banda de suporte de todas as bandas.
Um Concelheiro de Estado
O conselheiro de Estado Marcelo Rebelo de Sousa alterou hoje a data de apresentação da recandidatura do Presidente que o indicou para o conselho.
sábado, 16 de outubro de 2010
Surfar pode ajudar a sair da crise
O retrato do país tem-se tornado todos os dias mais negro: desemprego elevado, contas públicas desequilibradas e um potencial de crescimento económico medíocre. A justa sensação com que se fica é que não se vislumbram perspetivas. Posto de modo simples, só temos uma saída económica para a crise: produzir bens que os chineses não possam imitar e que os alemães não sejam capazes de produzir com maior qualidade. Infelizmente, não há muitos exemplos de bens deste tipo. Mas temos um ativo económico que, por mais que tentem, nem chineses, nem alemães serão capazes de produzir: ondas de qualidade para praticar surf, como aquelas em que os melhores surfistas do mundo competirão ao longo destes dias em Peniche.
Tem sido frequentemente dito que o mar é o mais importante ativo do país. Faz sentido: se distribuíssemos todos os portugueses pela nossa zona económica exclusiva, cada um de nós poderia usufruir de uns amplos 12 hectares. Neste sentido, é-nos sugerido que o mar funcione como um catalisador capaz de dinamizar um conjunto de sectores com elevado potencial de crescimento que tem ficado por explorar. Mas, quando falamos de economia do mar, tendemos a centrar a nossa atenção na atividade portuária, na construção naval ou nas energias, enquanto secundarizamos o potencial económico associado ao surf.
Acontece que o surf pode representar para o turismo português o que os desportos de neve representaram para os Pirenéus. Do mesmo modo que regiões inteiras na Europa viram o seu desenvolvimento alavancado por disporem de condições privilegiadas para a prática de esqui, também Portugal pode explorar o potencial turístico associado ao surf. Para muitas regiões do país, uma onda de qualidade pode ser um fator decisivo para a reconversão de localidades costeiras, com atividade piscatória em declínio e ocupação turística fortemente sazonal, em destinos turísticos sustentáveis ao longo de todo o ano.
Portugal tem condições únicas para a prática de surf. Um clima temperado que permite surfar 365 dias por ano, ondas excelentes ao longo de toda a costa, algumas delas concentradas no espaço de menos de 100 quilómetros (de Peniche à Ericeira), e uma enorme centralidade face a outros destinos de surf.
Mas se o surf pode ser o nosso esqui, pode também ser um novo golfe. É verdade que o potencial económico não é ainda comparável, mas o surf apresenta, face ao golfe, enormes vantagens em termos de sustentabilidade. O turismo de surf não é massificado, apesar de representar um nicho em acentuado crescimento (num estudo de mercado recente, 90% dos europeus escolhiam o surf como o desporto que mais gostariam de experimentar), e, além do mais, tendo em conta que as melhores ondulações não são no Verão, o surf pode compensar a sazonalidade da hotelaria. Acima de tudo, o turismo de surf é ambientalmente equilibrado - o surf depende de ondas, um recurso natural, e os surfistas tendem a valorizar a preservação ecológica das praias.
Para os surfistas convictos, o surf é invariavelmente a melhor forma de escapar às várias crises. Mas, para muitas regiões do país, o surf pode funcionar como uma oportunidade para desbloquear o desenvolvimento, que pode arrastar um conjunto importante de atividades e com isso ajudar a sair economicamente da crise. Com uma garantia: uma onda de qualidade, desde que preservada, nunca será deslocalizada.
Texto publicado na edição do Expresso de 9 de outubro de 2010
Tem sido frequentemente dito que o mar é o mais importante ativo do país. Faz sentido: se distribuíssemos todos os portugueses pela nossa zona económica exclusiva, cada um de nós poderia usufruir de uns amplos 12 hectares. Neste sentido, é-nos sugerido que o mar funcione como um catalisador capaz de dinamizar um conjunto de sectores com elevado potencial de crescimento que tem ficado por explorar. Mas, quando falamos de economia do mar, tendemos a centrar a nossa atenção na atividade portuária, na construção naval ou nas energias, enquanto secundarizamos o potencial económico associado ao surf.
Acontece que o surf pode representar para o turismo português o que os desportos de neve representaram para os Pirenéus. Do mesmo modo que regiões inteiras na Europa viram o seu desenvolvimento alavancado por disporem de condições privilegiadas para a prática de esqui, também Portugal pode explorar o potencial turístico associado ao surf. Para muitas regiões do país, uma onda de qualidade pode ser um fator decisivo para a reconversão de localidades costeiras, com atividade piscatória em declínio e ocupação turística fortemente sazonal, em destinos turísticos sustentáveis ao longo de todo o ano.
Portugal tem condições únicas para a prática de surf. Um clima temperado que permite surfar 365 dias por ano, ondas excelentes ao longo de toda a costa, algumas delas concentradas no espaço de menos de 100 quilómetros (de Peniche à Ericeira), e uma enorme centralidade face a outros destinos de surf.
Mas se o surf pode ser o nosso esqui, pode também ser um novo golfe. É verdade que o potencial económico não é ainda comparável, mas o surf apresenta, face ao golfe, enormes vantagens em termos de sustentabilidade. O turismo de surf não é massificado, apesar de representar um nicho em acentuado crescimento (num estudo de mercado recente, 90% dos europeus escolhiam o surf como o desporto que mais gostariam de experimentar), e, além do mais, tendo em conta que as melhores ondulações não são no Verão, o surf pode compensar a sazonalidade da hotelaria. Acima de tudo, o turismo de surf é ambientalmente equilibrado - o surf depende de ondas, um recurso natural, e os surfistas tendem a valorizar a preservação ecológica das praias.
Para os surfistas convictos, o surf é invariavelmente a melhor forma de escapar às várias crises. Mas, para muitas regiões do país, o surf pode funcionar como uma oportunidade para desbloquear o desenvolvimento, que pode arrastar um conjunto importante de atividades e com isso ajudar a sair economicamente da crise. Com uma garantia: uma onda de qualidade, desde que preservada, nunca será deslocalizada.
Texto publicado na edição do Expresso de 9 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
E foi mesmo à minha frente
Um aéreo do Slater é tão belo como o binómio de Newton e a Vénus de
Milo. O que há é pouca gente para dar por isso.
Sobre o OE, a minha opinião é a do Neil Hannon
"Can anyone lend me ten billion quid?
Why do you look so glum, was it something I did?
So I caused the second great depression, what can I say?
I guess I got a bit carried away
If I say I'm sorry, will you give me the money?
(...)
We'll learn the lessons, run tests and analyze
We'll crunch the numbers, 'cause the numbers never lie
Well maybe this recession is a blessing in disguise
We can build a much much bigger bubble the next time
And leave the rest to clean our mess up
Well that's just me, the complete banker
In a black Bentley, Margaret Thatcher right here next to me
Oh, how I hanker for the good old days
When I was free and a complete banker
I'm a conscience free, malignant cancer on society
And one day you'll let your guard down
And I'll come 'round again"
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Um bando
é preciso de facto muita tolerância para tolerar esta agremiação, à qual é permitido dizer qualquer tipo de barbaridade impunemente.
domingo, 10 de outubro de 2010
Uma longa marcha fúnebre
"(...) esta sucessão de PEC em Portugal e em toda a Europa empurra-nos coletivamente para uma espiral recessiva, em que vamos somando austeridade à austeridade, sem que se vislumbre uma saída económica para o beco sem saída em que a zona euro se está a colocar. As medidas agora apresentadas são aquelas que os mercados esperam, logo necessárias. Mas podemos também ir antecipando a reação dos mercados perante um cenário de recessão económica que é inevitável. Será esta a prova do absurdo para o qual caminhamos: se hoje o nosso rating é cortado por força dos nossos desequilíbrios orçamentais, amanhã sê-lo-á por causa do comportamento do produto. Não há, contudo, uma crise especificamente portuguesa e limitamo-nos a participar numa longa marcha fúnebre das economias europeias. Acontece que, e ao contrário do que o Governo português disse, não seremos os que melhor irão resistir à crise. Pelo contrário, é da natureza das crises produzirem choques assimétricos, afetando mais os que, à partida, se encontram em situação mais débil. Portugal será, pois, mais afetado pela crise do que a maior parte dos países da zona euro, basta pensar no que será o comportamento do nosso mercado de trabalho nos próximos anos. (...)"
o resto do meu artigo da semana passada no expresso pode ser lido aqui.
o resto do meu artigo da semana passada no expresso pode ser lido aqui.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Um perigoso e irresponsável esquerdista
"(...)I believe there is a strong case for further stimulus. Admittedly, consumption cannot be sustained indefinitely by running up the national debt. The imbalance between consumption and investment must be corrected. But to cut government spending at a time of large-scale unemployment would be to ignore the lessons of history.(...)"
do artigo de George Soros no FT de ontem.
do artigo de George Soros no FT de ontem.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Obviamente demitia-se
"(...) o episódio Carrilho é também revelador da forma desconfortável como os partidos lidam com dissensões internas. Carrilho, concorde-se ou não com o que diz e a forma como o faz, tem voz própria e os partidos não sabem o que fazer com quem vive à margem do centralismo democrático que impera em todo o espectro partidário. O que tem custos: sem vozes autónomas, os partidos veem o seu pluralismo diminuir, o que enfraquece ainda mais a capacidade para representarem a sociedade. Com direções muito centralizadas, focadas na figura do líder, os partidos caminham para uma entropia da qual não se libertarão. No fundo, é isso que revela o modo como o PS tem lidado com Carrilho."
o resto do meu texto publicado na edição do Expresso de 25 de setembro de 2010 pode ser lido aqui.
o resto do meu texto publicado na edição do Expresso de 25 de setembro de 2010 pode ser lido aqui.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
I said a hip, a hop, the hippie, the hippie
eu gostava de ter algum tempo para escrever qualquer coisa sobre isto. infelizmente não tenho. mas fica a intenção.
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