terça-feira, 7 de junho de 2011
Quem é que disse que já não se faziam boas canções de protesto?
a melhor música sobre a guerra do Iraque.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
O que tenho andado a ler
- Richard Cohen desmonta o argumento de que com as crises económicas se tende a assistir a um aumento da criminalidade.
- Ariel Levy (uma 'huge jew') sobre a queda de Berslusconi, um artigo que expõe a dimensão grotesca do 'il cavalieri' (que, ainda assim, temo bem, não está em declínio por força do seu hedonismo muito particular).
- Russell Baker explica como do "fim" do casamento entre Eleanor e F.D. Roosevelt nasceu um novo equilíbrio de poder na família presidencial, que tornou Eleanor uma das primeiras mulheres com poder efectivo na política norte-americana.
- as razões porque Paul Scholes não tendo sido o jogador que os miúdos queriam imitar, foi o jogador que todos os super-jogadores quiseram imitar.
- o que faz de um best-seller um best-seller é provavelmente apenas o facto de vender muito. ainda assim, a natureza dos best-sellers foi alterando-se ao longo dos tempos. Ruth Franklin no Book Forum.
- Ariel Levy (uma 'huge jew') sobre a queda de Berslusconi, um artigo que expõe a dimensão grotesca do 'il cavalieri' (que, ainda assim, temo bem, não está em declínio por força do seu hedonismo muito particular).
- Russell Baker explica como do "fim" do casamento entre Eleanor e F.D. Roosevelt nasceu um novo equilíbrio de poder na família presidencial, que tornou Eleanor uma das primeiras mulheres com poder efectivo na política norte-americana.
- as razões porque Paul Scholes não tendo sido o jogador que os miúdos queriam imitar, foi o jogador que todos os super-jogadores quiseram imitar.
- o que faz de um best-seller um best-seller é provavelmente apenas o facto de vender muito. ainda assim, a natureza dos best-sellers foi alterando-se ao longo dos tempos. Ruth Franklin no Book Forum.
Reformas? não, obrigado
"Cavaco Silva deixou-nos as reformas da década; Guterres reformou o país com as pessoas primeiro; Barroso ameaçou reformar, percebeu que o lugar queimava e foi para Bruxelas; Sócrates insiste que até à crise internacional fez reformas profundas; a Troika exige-nos que reformemos o país de alto a baixo; e, finalmente, Passos Coelho, com a impetuosidade própria das juventudes partidárias, promete-nos reformas mais radicais do que as da Troika. A conclusão é clara: em Portugal há um ímpeto reformista difícil de acompanhar. As consequências de tanta reforma é que não têm sido as melhores.
Estamos perante um caso no qual a retórica política corresponde à realidade empírica. O ‘projecto manifesto’ – uma base de dados muito exaustiva sobre política europeia – revela um facto singelo: Portugal é o país europeu que mais altera as suas políticas públicas. Ou seja, o nosso reformismo não encontra paralelo. De cada vez que muda o Governo, mudam as políticas e, arrisco acrescentar, de cada vez que muda o ministro, o mesmo acontece. Ora, pode bem dar-se o caso de estarmos como estamos, não por falta de reformas, mas por termos feito reformas a mais, com fraca estabilização de políticas, pouca cooperação na sua implementação e escassa monitorização de impactos.(...)"
o resto do meu artigo do Expresso de 28 de Maio pode ser lido aqui.
Estamos perante um caso no qual a retórica política corresponde à realidade empírica. O ‘projecto manifesto’ – uma base de dados muito exaustiva sobre política europeia – revela um facto singelo: Portugal é o país europeu que mais altera as suas políticas públicas. Ou seja, o nosso reformismo não encontra paralelo. De cada vez que muda o Governo, mudam as políticas e, arrisco acrescentar, de cada vez que muda o ministro, o mesmo acontece. Ora, pode bem dar-se o caso de estarmos como estamos, não por falta de reformas, mas por termos feito reformas a mais, com fraca estabilização de políticas, pouca cooperação na sua implementação e escassa monitorização de impactos.(...)"
o resto do meu artigo do Expresso de 28 de Maio pode ser lido aqui.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
O que tenho andado a ler
- ao lado de quem nos sentamos quando chegamos a um sítio que nos é estranho? uma resposta possível aqui.
- como é que a ciência política pode ajudar o jornalismo político. um texto a ler em especial nas redações que usam e abusam dos comentários de politólogos.
- os caminhos do optimismo, um texto bem adequado ao Portugal de hoje.
- o perfil de Tyler Cowen na Business Week. Os séculos passam e continuam a existir homens saídos do renascimento por aí.
- David Ignatius sobre a Primavera árabe: entre a vingança e a reconciliação.
- um óptimo perfil de Gil Scott-Heron por Alec Wilkinson escrito há um ano e, entretanto, o obituário.
- como é que a ciência política pode ajudar o jornalismo político. um texto a ler em especial nas redações que usam e abusam dos comentários de politólogos.
- os caminhos do optimismo, um texto bem adequado ao Portugal de hoje.
- o perfil de Tyler Cowen na Business Week. Os séculos passam e continuam a existir homens saídos do renascimento por aí.
- David Ignatius sobre a Primavera árabe: entre a vingança e a reconciliação.
- um óptimo perfil de Gil Scott-Heron por Alec Wilkinson escrito há um ano e, entretanto, o obituário.
O Obama também lamenta
"Lamento não me ter cruzado com o Presidente Obama em Varsóvia, mas o planeamento da sua viagem não chegou a tempo ao meu conhecimento. Obama esteve em Londres antes de eu chegar e, quando eu cheguei a Londres, estava ele rumo a Varsóvia. (...)"
João Carlos Espada (Director do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa; titular da cátedra European Parliament/Bronislaw Geremek in European Civilization no Colégio da Europa, Campus de Natolin, Varsóvia), hoje no Público.
João Carlos Espada (Director do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa; titular da cátedra European Parliament/Bronislaw Geremek in European Civilization no Colégio da Europa, Campus de Natolin, Varsóvia), hoje no Público.
sábado, 28 de maio de 2011
Não temos mais oportunidades
"(...) Há uma forte probabilidade de Passos Coelho vir a ser primeiro-ministro. Ora uma coisa básica que um candidato ao cargo devia saber é que, contrariamente ao que a língua-de-pau sugere, não se governa nenhum sector se nos deixarmos capturar pelos interesses da área. O líder do PSD deu um passo de gigante para ficar capturado pelos professores. Não tardará muito a pagar com juros elevados a ilusão de popularidade que agora julga conquistar.(...)"
o resto do meu artigo de Sábado passado no Expresso pode ser lido aqui.
o resto do meu artigo de Sábado passado no Expresso pode ser lido aqui.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
As finais da NBA

Dirk Nowitski, 32 anos; Jason Kidd, 38 anos
As finais das duas conferências da NBA terminaram do mesmo modo. No Oeste, anteontem, Oklahoma liderava no quarto período com uma diferença confortável e Dallas recuperou de modo surpreendente no último par de minutos. Ontem, no Leste, aconteceu o mesmo, em Chicago, com os Bulls a delapidarem a vantagem no final do jogo, com os Miami Heat a fazerem dois triplos decisivos, no derradeiro minuto. Oklahoma e Chicago têm dois pares de jogadores muito talentosos, mas, também, bastante jovens (Durant e Westbrook nos Thunder e Rose e Noah nos Bulls), Dallas e Miami assentam o seu jogo em dois pares de jogadores bem mais maduros e experimentados (Nowitski e Kidd nos Mavericks, James e Wade nos Heat). Mesmo com uma vantagem que aparentava ser confortável, nos minutos finais, os jovens lobos soçobraram, não souberam lidar com a pressão e deitaram a perder o que parecia garantido - cometendo erros, que a experiência dos adversários soube explorar. Num jogo em que a pressão emocional conta tanto como a perícia técnica, a final vai reunir os mais experientes. Será que esta história se vai repetir, em Portugal, com outros protagonistas, na semana final da campanha para as eleições mais disputadas das duas últimas décadas?
quinta-feira, 26 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Já que ninguém pergunta

as minhas dez músicas preferidas são:
- My Back Pages (1964)
- Queen Jane Approximately (1965)
- Like a Rolling Stone (1965)
- I Want You (1966)
- Sad-Eyed Lady Of The Lowlands (1966)
- I Dreamed I Saw St. Augustine (1968)
- The Ballad Of Frankie Lee And Judas Priest (1968)
- Forever Young (1974)
- Simple Twist of Fade (1975)
- Hurricane (1976)
obrigado e parabéns.
(post em reconstrução permanente)
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Os paquistaneses da Almirante Reis
Os imigrantes arrebanhados para a caravana do PS são um ponto baixo das campanhas eleitorais em Portugal. É uma daquelas imagens que é suficientemente degradante para precisar de comentários adicionais e que não pode deixar de envergonhar o PS. Infelizmente, não estamos perante um episódio isolado, faz parte de uma tendência de declínio da mobilização política tradicional. Os partidos – mas também os sindicatos – são cada vez menos capazes de produzir grandes momentos de (auto-)mobilização popular. De modo mais ou menos assumido, grande parte da mobilização depende de formas contratualizadas (não por acaso, a mobilização partidária e sindical passa, hoje, muito pelo poder autárquico, assentando em mecanismos de troca de favores, materiais ou não). O estranho é que, enquanto a mobilização espontânea tradicional quase desapareceu, as encenações mediáticas continuam a exigir uma envolvente popular que os partidos já não são capazes de produzir. Sem serem capazes de superar esta exigência, hoje, as maquinas partidárias vivem uma tensão permanente entre construir encenações que satisfaçam as coberturas mediáticas e a revelação do carácter encenado dos momentos populares das campanhas. Não seria possível romper com este ciclo vicioso?
também aqui.
também aqui.
O que tenho andado a ler
- David Ignatius defende que a comparação adequada para a 'Primavera árabe' não é nem com as revoluções de 1848, nem com 1989. A analogia indicada é com 1815 e com o declínio da estrutura de poder hegemónica que existia antes de Waterloo. Tal como então, estamos perante um período de transição, que implicará uma nova definição do poder. O que fazer num contexto de incerteza?
- o mundo pode ser bem melhor se não nos viciarmos em gadgets, Chris Williams, que não tem Ipad, Ipod, LCD, explica porquê aqui.
- Paul Graham tenta compreender qual a razão para os nerds serem, simultaneamente, os mais espertos e os mais impopulares das escolas secundárias.
- George Orwell na intimidade, através dos seus diários e das suas cartas.
- o mundo pode ser bem melhor se não nos viciarmos em gadgets, Chris Williams, que não tem Ipad, Ipod, LCD, explica porquê aqui.
- Paul Graham tenta compreender qual a razão para os nerds serem, simultaneamente, os mais espertos e os mais impopulares das escolas secundárias.
- George Orwell na intimidade, através dos seus diários e das suas cartas.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
O diabo está na implementação
"(...) Após as eleições, teremos um parlamento fragmentado e um primeiro-ministro que iniciará o mandato fragilizado, depois de uma campanha na qual os partidos se têm entretido a perpetuar uma guerrilha táctica com escasso conteúdo estratégico, minando as condições negociais futuras. O problema é que todos serão obrigados a negociar com os parceiros que agora diabolizam. Há semanas, na apresentação do orçamento norte-americano, Obama dizia “não esperar que os detalhes do acordo final se parecessem exatamente com a sua proposta. Isto é uma democracia; e é assim que as coisas funcionam”. Aí está uma frase que deveria ser colada num post-it à frente de todos os líderes partidários, como forma de socialização com uma cultura negocial que não temos e que nos faz bem mais falta do que diagnósticos ou medidas concretas."
o resto do meu artigo do Expresso da semana passada pode ser lido aqui.
o resto do meu artigo do Expresso da semana passada pode ser lido aqui.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Jurado+Vanderslice
Por muito que possamos pensar estar preparados, nunca o estamos verdadeiramente. Ontem, quando o Damien Jurado se debruçou sobre a viola e começou a cantar, eu não estava preparado. Um homem grande, encolhido num palco minúsculo, sentado num banco baixo, acompanhado por uma mulher com uma voz expressiva (a fazer lembrar a Hope Sandoval), mostrava que há músicas que não são feitas para os frios. Damien Jurado está para Neil Young como Bill Callahan está para Johnny Cash: as suas canções partem da reverência ao cancioneiro folk, destilando-o, para nos devolverem as emoções primeiras. Há em todas elas um eco de um lugar negro, mas a tristeza que nelas se sente não nos arrasta, pelo contrário, é reveladora. Quem não for capaz de se emocionar com isto:
Depois, John Vanderslice deu o concerto mais familiar a que já assisti (e já vi o Matt Berninger a chocar com a mãe e a irmã quando desceu do palco no Mr. November). Acompanhado apenas por um baterista (que era um dois em um, pois, num número de circo, tocava as linhas de baixo num moog com a mão direita, enquanto tocava bateria com a esquerda), em palco as suas canções não perderam a combinação entre contenção e grandiloquência que as caracterizam em disco. Houve de tudo um pouco: declarações à mãe que assistia, ‘parade’ dedicado aos Mountain Goats (que já produziu e com quem colabora frequentemente), membros do público que cantaram no palco e, para terminar, ‘white dove’ e ‘time to leave’ cantados sem amplificação, no meio do público, acompanhado por Damien Jurado. No início do concerto, Vanderslice – que passará por Lisboa depois do Verão para actuar no Santiago Alquimista e que se confessou grande fã da cidade – prometeu um concerto divertido. Cumpriu a promessa, e depois da experiência intensa de Jurado, nada como uma mão-cheia de óptimas canções (óptimas mesmo) para descomprimir. John Vanderslice arrisca-se a ganhar o campeonato de músico mais simpático do mundo.
Damien Jurado - Live @ Brighton Music Hall, 05-15-2011 by adrianfward
Depois, John Vanderslice deu o concerto mais familiar a que já assisti (e já vi o Matt Berninger a chocar com a mãe e a irmã quando desceu do palco no Mr. November). Acompanhado apenas por um baterista (que era um dois em um, pois, num número de circo, tocava as linhas de baixo num moog com a mão direita, enquanto tocava bateria com a esquerda), em palco as suas canções não perderam a combinação entre contenção e grandiloquência que as caracterizam em disco. Houve de tudo um pouco: declarações à mãe que assistia, ‘parade’ dedicado aos Mountain Goats (que já produziu e com quem colabora frequentemente), membros do público que cantaram no palco e, para terminar, ‘white dove’ e ‘time to leave’ cantados sem amplificação, no meio do público, acompanhado por Damien Jurado. No início do concerto, Vanderslice – que passará por Lisboa depois do Verão para actuar no Santiago Alquimista e que se confessou grande fã da cidade – prometeu um concerto divertido. Cumpriu a promessa, e depois da experiência intensa de Jurado, nada como uma mão-cheia de óptimas canções (óptimas mesmo) para descomprimir. John Vanderslice arrisca-se a ganhar o campeonato de músico mais simpático do mundo.
John Vanderslice @ Chasing The Moon 10.04.09 from Scott McDowell on Vimeo.
Damien Jurado - Live @ Brighton Music Hall, 05-15-2011 by adrianfward
O que tenho andado a ler
- um pouco por todo o lado, o debate político tem-se tornado crescentemente extremado, Portugal não é excepção. Mas será que a raiva como factor de mobilização é assim tão negativa? e como é que opera? algumas respostas aqui.
- nada como uma boa história para combater o cinismo que ameaça tornar-se hegemónico.
- Sasha Frere-Jones na New Yorker sobre Bill Callahan.
- a inclinação para a leitura de romances longos pode bem ser explicada por uma espécie de síndrome de Estocolmo literário. Para ler aqui.
- Steven Pearlstein, enquanto se revela crítico da solução encontrada pelo FMI e BCE para a crise da dívida soberana (que está a empurrar os países para uma espiral imparável de crescimento da dívida e do défice, acompanhadas de doses sucessivas de austeridade), sugere uma estratégia alternativa que passa pela recapitalização da banca do centro, em lugar de bail-outs à periferia.
- nada como uma boa história para combater o cinismo que ameaça tornar-se hegemónico.
- Sasha Frere-Jones na New Yorker sobre Bill Callahan.
- a inclinação para a leitura de romances longos pode bem ser explicada por uma espécie de síndrome de Estocolmo literário. Para ler aqui.
- Steven Pearlstein, enquanto se revela crítico da solução encontrada pelo FMI e BCE para a crise da dívida soberana (que está a empurrar os países para uma espiral imparável de crescimento da dívida e do défice, acompanhadas de doses sucessivas de austeridade), sugere uma estratégia alternativa que passa pela recapitalização da banca do centro, em lugar de bail-outs à periferia.
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