Why I Am Leaving Goldman Sachs
"(...) My proudest moments in life — getting a full scholarship to go from South Africa to Stanford University, being selected as a Rhodes Scholar national finalist, winning a bronze medal for table tennis at the Maccabiah Games in Israel, known as the Jewish Olympics — have all come through hard work, with no shortcuts. Goldman Sachs today has become too much about shortcuts and not enough about achievement. It just doesn’t feel right to me anymore.(...)"
um artigo que deve (tem de) ser lido na integralidade, aqui.
quarta-feira, 14 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Um Estado Sindical
"(...)A natureza do que é dito pelos responsáveis sindicais do Ministério Público já não surpreende, acontece que passou a ser tolerada. Parece-me que há boas razões para ficarmos preocupados. Estamos perante uma pulsão que visa contrariar os equilíbrios de poder no regime e, em última análise, condicionar a acção dos poderes executivo e legislativo. Não é nada de novo, convenhamos, e a ambição é clara: o que antes acontecia através de coligações entre péssimas investigações judiciais e mau jornalismo, com acusações na praça pública, assentes em violações selectivas ao segredo de justiça, tem, agora, de ser institucionalizado. (...)
Neste contexto, é particularmente preocupante a complacência da actual ministra em relação ao conjunto de poderes fácticos que vai ganhando espaço na justiça. Uma complacência que não encontra paralelo em nenhum governo anterior, independentemente da cor política. Quando o que era necessário era um alargamento do espaço de influência do Ministério da Justiça, através de acordos parlamentares e envolvendo o Presidente da República, o que assistimos é uma opção que rompe com essa tradição e procura sustentação política nas organizações sindicais do sector. Não são necessários grandes poderes de previsão para antecipar que este namoro acabará mal. Até lá, vai sendo alimentado o sonho de ter no topo da hierarquia do MP um procurador escolhido pelos seus pares. Pior que um Estado corporativo, só mesmo um Estado sindical."
a versão integral do meu artigo do Expresso de 3 de Março está aqui.
Neste contexto, é particularmente preocupante a complacência da actual ministra em relação ao conjunto de poderes fácticos que vai ganhando espaço na justiça. Uma complacência que não encontra paralelo em nenhum governo anterior, independentemente da cor política. Quando o que era necessário era um alargamento do espaço de influência do Ministério da Justiça, através de acordos parlamentares e envolvendo o Presidente da República, o que assistimos é uma opção que rompe com essa tradição e procura sustentação política nas organizações sindicais do sector. Não são necessários grandes poderes de previsão para antecipar que este namoro acabará mal. Até lá, vai sendo alimentado o sonho de ter no topo da hierarquia do MP um procurador escolhido pelos seus pares. Pior que um Estado corporativo, só mesmo um Estado sindical."
a versão integral do meu artigo do Expresso de 3 de Março está aqui.
quarta-feira, 7 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
Suicídio assistido
"Acabar com o Carnaval ou com feriados não nos torna melhores trabalhadores. A menos que o desígnio estratégico seja a chinização do mercado de trabalho, o que Portugal precisa é de gestores que administrem melhor, de alterar o padrão de especialização da nossa economia (em lugar de aprofundarmos as suas debilidades, que é, de facto, a consequência da estratégia de empobrecimento) e continuar a investir na qualificação (em vez de, por exemplo, desmantelar as “novas oportunidades”). Uma evidência, menos para o Governo, que insiste na ideia de que a resposta aos problemas da economia política portuguesa passa por trabalharmos mais horas.
A estratégia é reveladora de uma incompreensão do momento que vivemos. O que enfrentamos é uma crise da procura – ainda esta semana, por exemplo, soube-se que as indústrias portuguesas estão entre as que registaram uma maior queda nas encomendas recebidas. Ou seja, a capacidade utilizada da economia está em mínimos, logo, se continuamos a insistir no aumento do número de horas de trabalho, não escaparemos a um crescimento ainda maior do desemprego.
Há dias, o primeiro-ministro espanhol, Rajoy, considerou um suicídio a diminuição do défice a que a Espanha estava obrigada este ano (de 8% para 4.4%). É difícil encontrar outra expressão que descreva de modo tão exacto o que se está a passar em Portugal. Uma contracção da economia que vai para além do razoável e que, acompanhada pela insistência no aumento de número de horas de trabalho, vai ter um efeito devastador sobre o emprego. Estamos perante um suicídio provocado pelo governo português, mas assistido pelas obsessões ideológicas da troika."
a versão integral do meu artigo do Expresso da semana passada está aqui.
A estratégia é reveladora de uma incompreensão do momento que vivemos. O que enfrentamos é uma crise da procura – ainda esta semana, por exemplo, soube-se que as indústrias portuguesas estão entre as que registaram uma maior queda nas encomendas recebidas. Ou seja, a capacidade utilizada da economia está em mínimos, logo, se continuamos a insistir no aumento do número de horas de trabalho, não escaparemos a um crescimento ainda maior do desemprego.
Há dias, o primeiro-ministro espanhol, Rajoy, considerou um suicídio a diminuição do défice a que a Espanha estava obrigada este ano (de 8% para 4.4%). É difícil encontrar outra expressão que descreva de modo tão exacto o que se está a passar em Portugal. Uma contracção da economia que vai para além do razoável e que, acompanhada pela insistência no aumento de número de horas de trabalho, vai ter um efeito devastador sobre o emprego. Estamos perante um suicídio provocado pelo governo português, mas assistido pelas obsessões ideológicas da troika."
a versão integral do meu artigo do Expresso da semana passada está aqui.
domingo, 4 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
Regresso à normalidade
Nos cinco minutos em que não se queixam de pressões políticas ou do modo como os cortes nas remunerações podem colocar em causa a sua independência, os magistrados do ministério público aproveitaram para organizar um congresso que começou hoje. O site merece bem uma visita. Para além de um número alargado de media partners (não sei se, por exemplo, no congresso do PSD que se realiza no próximo mês também existirão media partners), é também supreendente o número de instituições bancárias que patrocina a iniciativa (quatro mais uma seguradora). O Público, ao menos, assume que viajou pago pelo sindicato. Imaginem se a ideia faz escola.
quinta-feira, 1 de março de 2012
A modo mio avrei bisogno di sognare anch'io.
Morreu o Lucio Dalla e eu não posso deixar de sentir saudades do país com as praças mais bonitas do mundo. Entre elas esta de Bolonha.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
hoje a Grécia, amanhã Portugal
"(...) A última versão da nacionalização da crise da zona euro aponta uma nova saída. Perante a incapacidade do governo grego em estrangular a sua própria economia, sociedade e país, a única solução que resta é avançar para o que até há semanas era impensável: isolar a Grécia, deixando-a caminhar para a bancarrota. Para os mesmos optimistas que acreditam no pensamento mágico, de algum modo seria possível traçar uma fronteira entre a Grécia e os restantes países, à cabeça o próximo na linha de abate – Portugal. No fundo, a Grécia funcionaria como o Lehman Brothers e Portugal seria a AIG. Como sabemos, mesmo resgatada a AIG, não foi possível estancar o efeito de contágio do Lehman Brothers. Agora imaginemos o que será um default de um país dentro de uma zona monetária única. Um assustador salto no vazio que nada terá de ordenado.
Bem sei que falar em solidariedade europeia é pedir demasiado aos políticos míopes que nos lideram, mas, ao menos, era de esperar que se movessem pelo interesse próprio. A Grécia de hoje seremos nós amanhã. Depois, é uma questão de ordenar os restantes países europeus."
o resto do meu artigo do Expresso de 18 de Fevereiro pode ser lido aqui.
Bem sei que falar em solidariedade europeia é pedir demasiado aos políticos míopes que nos lideram, mas, ao menos, era de esperar que se movessem pelo interesse próprio. A Grécia de hoje seremos nós amanhã. Depois, é uma questão de ordenar os restantes países europeus."
o resto do meu artigo do Expresso de 18 de Fevereiro pode ser lido aqui.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
and so it goes

I love to speak with Leonard
He’s a sportsman and a shepherd
He’s a lazy bastard
Living in a suit
A culpa é da preguiça

"(...) o argumento da preguiça revela uma interpretação desadequada da natureza da crise. No fundo, estamos perante uma interiorização depurada da crise como “culpa moral”, que faz certamente rejubilar a Srª Merkel. Para Passos Coelho, pelos vistos, os problemas do euro são uma espécie de fábula: certos povos têm uma propensão incontrolável para o ócio, pelo que têm de mudar de atitude, expiando o mal e abandonando “velhas tradições” (começando pelo paradigma de hedonismo que dá pelo nome de Carnaval). É verdade que há muito literatura que procura explicar a diversidade do capitalismo e as suas diferentes trajectórias, mas desconheço tentativas de explicar atrasos económicos com base em feriados e pontes. Devo estar a ficar preguiçoso."
o resto do meu artigo do Expresso de 11 de Fevereiro pode ser lido aqui.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Síndrome de Stendhal

"Absorbed in the contemplation of sublime beauty ... I reached the point where one encounters celestial sensations ... Everything spoke so vividly to my soul. Ah, if I could only forget. I had palpitations of the heart, what in Berlin they call 'nerves.' Life was drained from me. I walked with the fear of falling.''
Stendhal
Abaixo de PIGS
"(...) Depois do acrónimo PIGS e da crise como culpa moral, a requerer uma resposta assente no empobrecimento, o corolário lógico é colocar os países da periferia sob tutela política, tratando-os, de facto, abaixo de PIGS.
A proposta é coerente com a resposta à crise que tem sido dada pela Europa mas, também, com a postura dos governos das periferias. Como sublinhava com clareza o economista grego Yanis Varoufakis, a partir do momento que os governos aceitam empréstimos assentes em pacotes de austeridade que aprofundam a insolvência dos seus próprios países, e que automaticamente exigem mais empréstimos, chegará o momento em que os responsáveis políticos internacionais quererão ter poderes executivos. É apenas uma questão de tempo.
Contudo, se o momento chegar, seremos todos, da Alemanha à periferia, confrontados com a inviabilidade política e económica do caminho europeu. Até lá, valha-nos ao menos o conforto das palavras do nosso primeiro-ministro: “vamos cumprir o programa, custe o que custar”. Custe o que custar."
o resto do meu artigo do Expresso de 4 de Fevereiro pode ser lido aqui.
A proposta é coerente com a resposta à crise que tem sido dada pela Europa mas, também, com a postura dos governos das periferias. Como sublinhava com clareza o economista grego Yanis Varoufakis, a partir do momento que os governos aceitam empréstimos assentes em pacotes de austeridade que aprofundam a insolvência dos seus próprios países, e que automaticamente exigem mais empréstimos, chegará o momento em que os responsáveis políticos internacionais quererão ter poderes executivos. É apenas uma questão de tempo.
Contudo, se o momento chegar, seremos todos, da Alemanha à periferia, confrontados com a inviabilidade política e económica do caminho europeu. Até lá, valha-nos ao menos o conforto das palavras do nosso primeiro-ministro: “vamos cumprir o programa, custe o que custar”. Custe o que custar."
o resto do meu artigo do Expresso de 4 de Fevereiro pode ser lido aqui.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
No fundo, é isto

“Hope is not the conviction that something will turn out well, but the certainty that something makes sense, regardless of how it turns out.”
Václav Havel (lido aqui.)
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Oh Yeah
Não são precisos grandes filmes para que o cinema sirva para alguma coisa. Uma dúzia de euros e quatro horas já valeram a pena só para descobrir que a Charlize Theron ouvia a mesma música que eu quando tinha uns dezoito anos (já para não falar do que fazia a ouvir a música) e que o George Clooney tem uma coleção irrepreensível de camisas (já para não falar da filha mais velha).


Uma lenta agonia
"(...) A capitulação negocial da UGT é aparentemente uma benesse para a CGTP: por um lado, fica com o monopólio da contestação social organizada; por outro, deixa o campo aberto à afirmação de um novo secretário-geral, com a difícil tarefa de substituir um líder carismático. Estamos perante uma ilusão. O que assistiremos, muito provavelmente, é um crescente entrincheiramento da CGTP e um reforço da tutela política do Partido Comunista. Apesar da convergência estratégica, Carvalho da Silva garantia alguma autonomia táctica da CGTP face ao PC e promovia um mínimo de pluralismo interno. Com Arménio Carlos, a CGTP pode ter a ilusão de que representa o descontentamento social, mas ficará ainda mais presa ao PC, condenando-se a um lento definhamento, assente numa retórica sindical que não tem aderência ao mercado de trabalho de hoje.
Ainda assim, há um espaço de manobra possível para o movimento sindical inverter a tendência de declínio: romper com a agenda dominante, centrada em temas que nem sequer são vistos como os mais relevantes pelos trabalhadores portugueses, e libertar-se das tutelas partidárias, que asfixiam a sua capacidade de representação. Num cenário de degradação económica, não se vê como é que será possível iniciar este caminho."
o resto do meu artigo do Expresso de 28 de Janeiro está aqui.
Ainda assim, há um espaço de manobra possível para o movimento sindical inverter a tendência de declínio: romper com a agenda dominante, centrada em temas que nem sequer são vistos como os mais relevantes pelos trabalhadores portugueses, e libertar-se das tutelas partidárias, que asfixiam a sua capacidade de representação. Num cenário de degradação económica, não se vê como é que será possível iniciar este caminho."
o resto do meu artigo do Expresso de 28 de Janeiro está aqui.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Continua a festim
Anda por aí uma fúria - mais uma - de covers do Leonard Cohen. Se fossem necessárias outras razões para recebermos de braços abertas as 'ideias antigas', só o facto de ter precipitado algumas destas versões já justificou o regresso. Ontem o Bill Callahan, hoje foi o John Darnielle, a fazer seu o 'Smokey Life' - (sem a Jennifer Warnes).
(obrigado ao antónio pela dica)
(obrigado ao antónio pela dica)
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