terça-feira, 10 de setembro de 2013
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
Águias
Só podia ser nisto que o Bill Callahan estava a pensar quando desejou que fossemos uma águia
(com a devida vénia ao João Lisboa, que me alertou num texto do Expresso de Sábado)
(com a devida vénia ao João Lisboa, que me alertou num texto do Expresso de Sábado)
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Le temps de vivre
Há músicas que descobrimos recentemente, outras que nos acompanham desde há muito e ainda outras que conhecemos desde sempre e que de algum modo fazem parte da banda sonora que nos foi imposta, em casa, na infância. Se um dia fizer uma compilação destas "músicas familiares", esta canção terá de fazer parte da lista. O Georges Moustaki morreu.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Tem dias
O Governo é um pouco como o
país, tem variações de espírito e um registo ciclotímico. No fundo, tem dias e
vai mudando o discurso ao sabor dos humores e sem que se vislumbre uma
estratégia estável. Nas últimas semanas, o Governo tem tido vários dias.
Depois de ter apresentado um
“memorando” para o crescimento, com direito a mais um dos vários Conselhos de
Ministros das últimas semanas, logo apresentou um Documento de Estratégia Orçamental
que reconhece, de facto, a irrelevância da própria estratégia para fomentar a
economia. Só assim se explica que o cenário macroeconómico do DEO não reflita as
medidas que, entusiasticamente, o próprio ministro da economia apresentou dias
antes. Se o Governo não leva a sério as suas próprias propostas, há alguma
razão para os portugueses o fazerem?
Também o que o Governo nos
diz sobre estratégia orçamental tem dias. Ao terceiro DEO, as previsões para
2013 do mui competente ministro das Finanças já variaram entre um crescimento
robusto de 1,2% para a atual recessão de 2,3%. Estamos perante uma variação de,
imagine-se, quase 300%. Se pensarmos também nos números para a dívida ou para o
desemprego, é caso para dizer que o que o Governo nos diz é meramente
indicativo e, como a realidade revelará, não deve mesmo ser levado a sério.
É por isso
inquietante que, neste contexto, o primeiro-ministro, fechado numa sala de
hotel com quatro dezenas de pessoas, apele à assinatura de um novo acordo de
concertação social envolvendo os parceiros sociais. Não apenas porque há um
acordo em vigor, que já foi violado pelo próprio Governo, (colocando a UGT numa
situação difícil), como já foram feitas revisões do memorando, com relevância
para o mundo sindical, sem que as confederações tenham sido ouvidas. Há alguma
razão para acreditarmos que, desta vez, será diferente?
Tanto não há que o
próprio Governo, depois de apostar no crescimento, regressou rapidamente à
austeridade sem limites e sexta-feira à noite apresentou as medidas que dão
corpo aos cortes que, primeiro, eram de 4.000 milhões e que, agora, já vão nos
6.000 milhões. Como bem sabemos, quando o exercício orçamental voltar a falhar,
o monstro austero exigirá novos cortes, desta feita, se tal é possível, ainda
mais violentos. E onde é que incidem os cortes? Nas pensões e nos salários dos
funcionários públicos.
Como resulta claro, o
Governo não está interessado em nenhuma estratégia negocial, procura apenas uma
caução póstuma dos parceiros sociais para a sua estratégia suicida. Um acordo
de concertação não é, afinal, mais do que um apelo para que os parceiros
sociais se juntem à espiral recessiva para a qual nos empurra o executivo
liderado por Vítor “não fui eleito coisíssima nenhuma” Gaspar. Não é, por isso,
irrelevante que as medidas anunciadas o tenham sido unilateralmente,
contrariando a natureza negociada das últimas reformas na segurança social. Não
está mal, para quem, dois dias antes, se declarava empenhado em promover a
concertação.
Na verdade, faz
sentido que o Governo tenha dias. Afinal, nem no interior do Conselho de
Ministros é possível chegar a acordo sobre o que quer que seja.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
Reformistas de todo o país, uni-vos
"(...) Um dos traços mais marcantes
da atitude revolucionária dominante é a forma como vê em todos os obstáculos
uma oportunidade. A arquitetura do euro dificulta a capacidade competitiva da
economia portuguesa? Pouco importa. A crise da dívida é um pretexto para
enveredar pela desvalorização interna, baixando salários. A Constituição
defende o princípio da igualdade? Ai é? Então, o chumbo do Tribunal
Constitucional é a justificação ideal para desmantelar o Estado social. O
caminho para o Governo é claro: de oportunidade em oportunidade até à revolução
final.
Há, claro, um lado de
profunda irracionalidade nesta estratégia. Só assim se explica a vontade
indómita de aplicar, em doses sempre mais reforçadas, uma estratégia de hiperausteridade
que manifestamente não funcionou, e esperar resultados diferentes. O espírito é
típico do de uma cruzada, uma fé inabalável em amanhãs que cantam. Para os
arautos do “capitalismo científico”, pouco importa a destruição social. Um dia,
sobre as cinzas do desemprego, emergirá uma nova sociedade. Quando? Ninguém
sabe.
Perante o auto-da-fé a que
estamos assistir, no qual revanchismo e irracionalidade se combinam, e quando
há um consenso muito alargado na sociedade portuguesa, da direita à esquerda,
que defende, com razoabilidade, o falhanço da estratégia seguida por este Governo,
e acolitada por uma Europa em desvario, talvez seja altura de lançar um apelo
patriótico: “reformistas de todo o país, uni-vos” para parar já a deriva
revolucionária em curso."
a versão integral do meu artigo do Expresso de 13 de Abril pode ser lida aqui.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Entre memórias e lojas de discos
No Sound+Vision do Nuno Galopim e do João Lopes tem sido publicada uma série com memórias pessoais de lojas de discos. Hoje, cabe-me a mim contar quais são/foram as minhas lojas prediletas. Para ler aqui.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Porque é que não te calas?
"(...) Não
admira que a Alemanha defenda os seus interesses, o que espanta é que os países
da periferia interiorizem a culpa moral pela crise, que busquem expiá-la,
aceitando sistematicamente o empobrecimento como solução, e que nas reuniões
europeias ninguém se insurja contra o que é dito e feito. O que surpreende nas
últimas semanas não são tanto as decisões tomadas, é a atitude colaboracionista
de quem é objectivamente prejudicado. Não admira que Schauble ou Dijsselbloem
digam o que pensam. O que choca é que ministros do Governo português presentes nestas
reuniões não tenham a coragem patriótica para dizer: “porque é que não te
calas?”
o resto do meu artigo do Expresso de 29 de Março pode ser lido aqui.
terça-feira, 9 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
Necessidade, oportunidade e risco
"A
decisão do PS de apresentar uma moção de censura é um espelho dos dilemas que
enfrentam os socialistas. O PS podia não apresentar uma moção de censura? Não,
não podia. O PS corre riscos ao apresentar uma moção de censura? Sim e pode
mesmo encaminhar-se para um beco político. (...)"
o resto do meu artigo do Expresso de 23 de Março está aqui.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Uma oportunidade perdida
Em menos de dois anos, desabituámo-nos de ter um primeiro-ministro capaz de explicar e de se explicar. O regresso de José Sócrates, independentemente do que possamos pensar sobre o que diz, revela a importância política da forma como se diz.
A clareza favorece também a interpretação do que Sócrates quis que esta entrevista fosse. Na ausência de alguém que contrariasse uma “narrativa” hegemónica, Sócrates optou por ser ele a fazê-lo, formatando o debate público através de uma revisitação do início de 2011. Uma hora e meia de entrevista resultou num ajuste de contas com o papel do Presidente e da atual maioria na precipitação de uma crise que, inviabilizando o PEC IV, levou ao pedido de resgate. Com um corolário lógico: Cavaco Silva está intimamente ligado à solução política que temos hoje.
Esta foi a entrevista que Sócrates quis dar. Mas tratou-se de uma oportunidade perdida para dar uma outra entrevista, incomparavelmente mais relevante. Uma entrevista que contrariasse a tese da década perdida no ajustamento de Portugal ao euro, sublinhando o modo como os seus Governos combateram os vários défices que diminuem a nossa competitividade – das qualificações aos custos de contexto, passando pelo orçamental. Défices estruturais e bem mais estratégicos que a sucessão de episódios mesquinhos que ocorreram entre 2009 e 2011.
Um ex-primeiro-ministro tem o direito de se defender de ataques soezes? Sim. Mas não terá também o dever de contribuir para ultrapassar a situação de bloqueio em que o país se encontra? Se assim é, qual foi o contributo desta entrevista?
comentário à entrevista de José Sócrates publicado no Expresso de 29 de Março
sexta-feira, 29 de março de 2013
quinta-feira, 28 de março de 2013
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