"I hope the fences we mended
Fall down beneath their own weight"

John Darnielle

padaoesilva@gmail.com

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Um navio magnífico


"(...) após uma comissão política absurda, várias vozes não hesitaram em afirmar que o PS tinha saído reforçado e que se tinha tratado de uma “reunião magnífica”, como se fosse possível esquecer o processo que tinha conduzido até ali e a persistência ensurdecedora dos problemas. De facto, com tanta “unidade” e força para “enfrentar desafios”, o PS faz lembrar o Titanic, um navio imparável e magnífico no momento em que soltou amarras. Sabemos bem para onde se dirigia."
o resto do meu artigo do Expresso da semana passada está aqui.
 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Levantar o pé do chão

depois de uma mão-cheia de discos em registo alt-country delicodoce (quem não se emocionou com o Bermuda Highway?) com os My Morning Jacket, o Jim James resolveu dar uma volta a solo por caminhos mais soul e ondulantes. Há um par de dias, passou pelo Fallon e com os Roots pôs-nos a todos a levantar o pé do chão e a clamar por mais.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Estro in Watts


A zona de conforto de hoje terá como convidado João Menezes Ferreira, que foi autor do mítico programa de rádio do final da década de 70, "a idade do rock" (emitido na RDP). Pretexto para uma conversa em torno da poesia da idade do rock, a propósito do lançamento da antologia com 563 poemas traduzidos para português, "Estro in Watts". Para ouvir, canções da época, entre elas este Golden Hours, de Brian Eno. A canção que todas as semanas servia de genérico ao programa.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Regressar à casa de partida

"(...) O que aconteceu é que, em lugar de serem os mercados a acreditarem na estratégia seguida, foram os próprios proponentes a fazê-lo, preenchendo as lacunas institucionais que existiam. E se tal aconteceu é por o caminho seguido até aqui ter falhado e não por ter sido um sucesso. Se, por absurdo, se acredita que este regresso aos mercados é resultado das políticas de austeridade, então é porque se continua a não compreender a natureza da crise da dívida soberana.
Alguma coisa mudou na Europa e, ainda que de forma oficiosa, o papel do BCE alterou-se, empurrado pela degradação da situação de Espanha e Itália. Com um inaceitável legado de destruição económica e de barbárie social (é disso que falamos quando se assiste à destruição em massa de postos de trabalho), a Europa criou as condições de viabilidade financeira de curto prazo para a sua própria estratégia.
Regressámos à casa de partida, mas acompanhados por uma enorme alteração nos equilíbrios de poder, que tem um efeito positivo na capacidade de financiamento dos países. Antes, a condicionalidade era negociada com a Troika (FMI, Comissão e BCE), no futuro passará a depender, cada vez mais, do BCE. Um novo monarca absoluto na política europeia, que centraliza as decisões e imporá condições, passando a deter o monopólio da violência económica e social. Que a estrutura de poder se altere de forma tão profunda e ninguém cuide de garantir níveis mínimos de legitimidade é elucidativo do desvario político que impera na Europa."
o resto do meu artigo do Expresso da semana passada está aqui.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Coisas que fazem mesmo toda a diferença



Quando se cumprem 50 anos da sua morte, há novas descobertas no espólio de Robert Frost. Ouvi-lo a dizer o "The road not taken" faz toda a diferença.

You'll never make it on to the stage. Never

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A cada despedida


Eu sei que vou te Aimar
Por toda a minha vida eu vou te Aimar

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Estado Social, um obituário

"Ao longo de décadas de vida, o Estado Social foi fonte de segurança para gerações de portugueses. Ainda assim, o seu desaparecimento esta semana, recebido com pesar colectivo, não surpreende. Muito fragilizado por factores que escapavam ao seu controlo (ex. arrefecimento económico e envelhecimento), não resistiu à dor infligida por um diagnóstico combinado entre o Governo português e uma instituição internacional.
A simpatia com que era olhado por muitos portugueses assentava no facto de a sua passagem à maturidade ter correspondido a uma melhoria significativa das condições de vida de largos sectores da nossa sociedade, contribuindo pela sua ação persistente para a formação de uma, ainda assim incipiente, classe média. A expansão dos serviços por si oferecidos nas áreas da saúde e da educação foi, aliás, um cimento fundamental para a consolidação da democracia.
É difícil situar com exatidão o ano do seu nascimento, mas há um consenso alargado que refere a sua natureza tardia entre nós. Com raízes na primeira reforma do sistema corporativo em 1962, só se desenvolveu de forma robusta a partir de 1974, maturando com a adesão europeia, em 1986. O seu primo alemão, por exemplo, formou-se ainda sob a mão pesada de Bismarck, no final do século XIX, como forma de conter as reivindicações operárias e como instrumento ao serviço da criação de um novo Estado-nação. Já no Reino Unido, parente também próximo, a sua expansão é filha da democracia e da ascensão política do partido trabalhista, ainda que assente num relatório muito celebrado, elaborado por um deputado liberal, William Beveridge.(...)"

o resto do meu artigo do Expresso de 12 de Janeiro pode ser lido aqui.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Minta and the Brook Trout na Zona de Conforto


Hoje, a partir das 23 horas, na Zona de Conforto da TSF, vou estar à conversa com a Francisca Cortesão, a voz dos Minta & the Brook Trout. Olympia, o álbum que lançaram em 2012, pode bem ser descrito como um conjunto de canções simples, com arranjos destilados que nos embalam e melodias que, na sua melancolia, nos agarram e se tornam viciantes. 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Ouçam isto


em 2013, vão ouvir mais e vai valer a pena