Há duas formas de olhar para o Benfica de hoje. Concentrarmo-nos no que se tornou estrutural – um clube que se habitou a ganhar – ou fixarmo-nos no que é conjuntural – uma equipa que pratica um futebol sofrível.
Os números são impressionantes e falam por si. Para o campeonato, 15 vitórias consecutivas fora; 227 dias sem derrotas, apenas um empate – contra o V. Setúbal – nas últimas 18 partidas e 27 jogos consecutivos sempre a marcar. Não há sorte que explique um registo destes e se pensarmos que, entre vendas e lesões, o Benfica perdeu quatro dos jogadores mais decisivos da temporada passada (Renato, Gaitán, Jonas e Jardel) e que tem apostado num onze titular com uma média de idades própria de uma equipa B, a formação de Rui Vitória ameaça ficar na história.
Contudo, hoje, também é caso para dizer que o Benfica vence, mas não convence. Lidera o campeonato e, com maior ou menor dificuldade, vai superando obstáculo atrás de obstáculo. A vitória em Chaves foi paradigmática. Tudo somado, o resultado foi justo, mas custa a perceber a razão para tanto sofrimento. Mais, não se entende o motivo para, de novo, se ter oferecido uma hora de jogo, com Salvio em campo, Pizzi na esquerda e Horta muito recuado.
O que nos recorda que Rui Vitória – que tem na mestria como gere a sempre complexa relação a três entre adeptos, balneário e direção uma das suas muitas qualidades – podia fazer a vontade aos adeptos e, enquanto não regressa Rafa, colocar Pizzi de novo à direita e dar mais oportunidades a Cervi e minutos a Carrillo e Zivkovic.
publicado no Record de terça-feira
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
Dois Ferraris
Há dois Ferraris a rodar na 2ª Circular. Com algumas características distintas, mas igual potencial para ganhar a corrida ao título nacional. Depois de ter herdado uma equipa debaixo de uma tempestade emocional, consequência de uma preparação da temporada atribulada, Rui Vitória tem, desta feita, um plantel fortíssimo, com várias opções para cada posição – e capaz de resistir a uma época longa, em várias competições.
Se, no passado, a mestria de Vitória esteve na forma como soube gerir emocionalmente o balneário e inventar soluções que poucos vislumbravam (a aposta nos jogadores da B); esta temporada, o treinador do Benfica tem de demonstrar desenvoltura tática para dar espaço ao talento que abunda no plantel. Agora sim, ao volante de um Ferrari, Rui Vitória tem de continuar a vencer e gerir os egos de um plantel com qualidade e opções, mas em que nem todos vão poder jogar.
Jorge Jesus está igualmente sentado ao volante de um Ferrari. Com uma diferença: foi desenhado e concebido pelo próprio. Do plantel que recebeu, já só resta meia dúzia de jogadores. Todos os outros foram escolhidos por si, à sua imagem, e o poder de Jesus no Sporting é muito superior ao de Vitória no Benfica. A entrevista a Record foi sintomática: há um antes e um depois de Jesus em Alvalade e fica-se com a sensação de que, um dia, quando abandonar Alvalade, seguir-se-á o dilúvio.
Com tanta qualidade nos plantéis, este ano, ganhar a corrida dependerá muito da destreza dos condutores. Ah, por fora, corre um Porto que até pode beneficiar de partir com menos cilindrada e com as expectativas em baixo.
publicado no Record de terça-feira
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
.... E Jussara Correia
Poucas coisas geram tanto entusiasmo no adepto como o defeso. O vai-e-vem de jogadores alimenta sonhos de grandeza. Por estes dias, tudo nos é permitido: não há craque que não esteja para ser contratado pelo nosso clube. A comunicação social joga com isso e faz de rumores notícias. Até aqui, nada de novo – os adeptos gostam de ser iludidos. Faz parte do jogo.
Há, contudo, uma realidade paralela em torno das movimentações de mercado que convém ser esquecida, caso queiramos preservar a paixão pelo futebol. Direitos económicos vs. desportivos; fundos e superagentes; clubes detidos por empresários asiáticos que se transformam em veículos para ativos tóxicos; cláusulas de rescisão para além do razoável; prémios de assinatura para o agente amigo; contratações esdrúxulas por valores idênticos às vendas de craques incontestáveis. O futebol a tornar-se um tema que pouco diz à paixão do adepto.
Talvez o negócio Rafa seja o pináculo de toda esta realidade. Com direitos económicos divididos entre Feirense (10%), Braga (40%), Gestifute (40%) e António Araújo (10%), Rafa é a versão século XXI do capitalismo popular, que caraterizou a vaga de privatizações do início dos noventa. Todos sonham lucrar com o negócio.
Ultrapassada esta intrincada rede de proprietários, eis que, numa troca epistolar em público, descobrimos que a administração da ONSOCCER International S.A. e Jussara Correia reivindicam ainda uma parcela pela intermediação da venda. Desconheço a empresa, de nome estrangeiro, mas a minha intuição diz-me que é Jussara Correia que guarda a chave que desvenda todos os mistérios do futebol.
publicado no Record de terça-feira.
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
O André Horta
O João Gonçalves, um dos maiores
benfiquistas que conheço (e sei de uns quantos), tem contado no seu blog, Red Pass, uma ida a Oliveira de Azeméis
para ir ver o Hóquei. Uma viagem como dezenas de outras. Não fora entre os
camaradas de viagem de carro ir um jovem jogador do Vitória, que alimentava
sonhos desmesurados de benfiquismo. A viagem foi no ano passado e, então,
poucos acreditariam que, meses depois, o André Horta estivesse de águia ao
peito, a titular na posição que era do Renato.
O André Horta é o paradigma do
jogador adepto, mas, dentro dessa categoria, está um nível acima. É o jogador
adepto de pavilhão: o lugar onde se encontram aqueles para quem o clube não se
cinge ao futebol.
Há quem sonhe com uma equipa do
Benfica que é uma seleção de adeptos. Pelo contrário, quero um Benfica formado
pelos melhores, independentemente da preferência clubística ou nacionalidade.
Como adepto, imagino que seja também esse o desejo do André Horta. Vencer: em
todos os campos e em todos os pavilhões, com os melhores a vestirem a camisola
do Glorioso.
Mas quero também que o clube forme
jogadores que possam sonhar com um lugar na primeira equipa. Um Benfica em que
um miúdo como o Horta, que vi numa foto como apanha bolas, há perto de uma
década, saiba que um dia pode mesmo jogar na Luz. É essa a grande diferença do
Benfica de hoje. Um clube que se habituou a ganhar (9 títulos nos últimos 12
disputados) e que, ao contrário do passado recente, deu ao Renato, ao Guedes e ao
Horta as oportunidades que o Bernardo Silva não teve.
publicado no Record de 9 de agosto
Como Planeado
Sem viagens à volta do mundo, sem
incertezas nem lacunas gritantes no plantel, o planeamento da nova época do
Benfica parece exemplar e, acima de tudo, contrasta com os anos anteriores.
Para o adepto, até causa estranheza. Não estávamos habituados a uma
pré-temporada assim.
Acima de tudo, a estratégia seguida
pelo Benfica é coerente e não parece alterar-se ao sabor do vento.
Mantém-se a opção de apostar em
jovens talentos (independentemente da nacionalidade), em lugar de contratar
jogadores consagrados, mais caros e com menor margem de progressão. Faz
sentido: por um lado, estabiliza-se a ideia que o Benfica é um clube que faz
crescer os jogadores e dá oportunidades para a sua afirmação; por outro,
consolida-se um modelo de negócio que assegura a sustentabilidade financeira.
Não menos importante, estamos no
início de Agosto e o plantel tem, pelo menos, duas soluções de qualidade para
cada posição e oferece a Rui Vitória possibilidades de alguma versatilidade
tática, inexistente no passado. Mesmo que ocorram algumas saídas, o Benfica não
precisará de ir a correr ao mercado. Mais importante, mantém-se a coluna
dorsal, que joga pelo centro do terreno e compensa com experiência a inevitável
imaturidade das jovens contratações.
Bem sei que o acaso desempenha um
papel importante no futebol, mas, no fim, talento, organização e trabalho
acabam por compensar: se tudo correr como planeado, o Benfica tem todas as
condições para alcançar um inédito tetra campeonato.
publicado no Record de 2 de Agosto
quinta-feira, 7 de julho de 2016
o papel do Renato
Sei de uma equipa que jogava um futebol desgarrado, feito de cruzamentos sem nexo e de remates com pouco critério. Nos idos de outubro, para essa equipa, tudo parecia perdido. Até que chegou um puto, 18 anos acabados de fazer, pegou na bola, levou-a em cavalgadas emocionantes meio-campo acima e o que não fazia sentido adquiriu uma coerência que poucos vislumbravam. Em maio, arrastada pela energia contagiante desse número 8, essa equipa sagrava-se campeã, contra todas as expectativas. A equipa era o Benfica e o jogador, Renato Sanches.
Talvez poucas coisas definam de forma tão exata a ambição desmedida de Renato como uma declaração que li de um ex-treinador seu nas camadas jovens do Benfica. Tendo encontrado o Bulo no Seixal, ainda antes de se estrear na equipa A, perguntou-lhe: "Renato, quando é que vais jogar?". A resposta saiu pronta: "Mister, não sei quando é que vou jogar, mas, quando jogar, não saio mais."
Avancemos no tempo. Euro 2016, a Seleção arrasta-se em campo, empata, amarrada a um jogo burocrático. Depois, entra o Renato e com a inconsciência que o carateriza, contagia os colegas e a seleção quase parece outra. O Renato que assume um penálti logo a seguir ao Cristiano, mas, também, o Renato que, como o Cristiano, está sempre de braço erguido a pedir a bola. Ao ponto de, no fabuloso golo contra a Polónia, ter escolhido rematar, em lugar de passar ao Cristiano que, de braço no ar, pedia a bola.
Entrou e não mais vai sair. De tal forma que, hoje, se pode dizer que a Seleção é o Ronaldo, o Renato e mais nove. O melhor que podia ter acontecido a Portugal.
publicado no Record de quarta-feira
quinta-feira, 30 de junho de 2016
O efeito Messi
O principal defeito de Ronaldo é também a sua principal qualidade. O avançado do Real é um jogador egocêntrico, que se coloca acima de todas as coisas – do jogo coletivo, do espírito de equipa –, mas é também isso que o torna um vencedor nato. Nisso Ronaldo é o não português por excelência: a sua ambição é indomável, supera todas as dificuldades e é quando mais lhe é exigido que se revela. Onde os portugueses são por natureza derrotistas, Ronaldo emerge como uma improbabilidade – um vencedor impiedoso.
Reparem na disputa em torno de saber quem é o melhor do Mundo. Messi leva à partida uma vantagem difícil de superar: tecnicamente mais dotado, com uma perceção do jogo coletivo superlativa e integrado numa seleção com muito mais talento individual do que a portuguesa. Apesar de tudo isso, ano após ano, Ronaldo vai fazendo marcação cerrada ao argentino. Excedendo-se e conquistando títulos individuais.
Amanhã e nos jogos que faltam, a competição privada de Ronaldo com Messi pode voltar a fazer a diferença. Não fora Messi, Ronaldo não seria o jogador que é. Ora, depois do colapso emocional do argentino na Copa América, Ronaldo tem uma oportunidade de, no Euro, marcar a diferença, arrastando Portugal para conquistas que podem devolver-lhe a Bola de Ouro em 2016. O sucesso de Portugal depende das vitórias individuais de Ronaldo.
publicado no Record de 29 de Junho
Os despojos do Brexit
O
Brexit torna evidente uma patologia
europeia aguda, cujos sintomas só não via quem não queria, ao mesmo tempo que
agudiza as causas da doença.
Durante
seis décadas, a construção europeia assentou em pressupostos lineares: a paz
traria prosperidade e a prosperidade reforçaria a paz e as democracias
liberais. A crise interrompeu este ciclo de otimismo e fez renascer velhos
fantasmas: a xenofobia, os egoísmos de base nacional, o desemprego estrutural e
a anemia económica. Estas tendências enraizaram-se e traduziram-se em clivagens
sociais profundas, com uma natureza nova. Onde antes existia uma “guerra de
classes”, ainda assim traduzível pelo sistema partidário, instaurou-se uma
“guerra” de novos contornos, marcada pela globalização, entre os de cima e os
de baixo. As elites que gerem o sistema e aprofundam a integração e um grupo
crescente de excluídos dos benefícios económicos, culturais e sociais deste
processo.
Enquanto
estilhaçou as clivagens partidárias do Reino Unido do pós-guerra, o referendo
britânico funcionou como uma prova dos nove desta tendência. Mas para onde quer
que nos viremos na Europa percebemos que os fundamentos estão presentes: uma
parte muito significativa da população europeia não acredita na União Europeia
e o sistema partidário do pós-guerra não sabe o que fazer com essa descrença.
Umas vezes ignora os sinais e é dizimado; noutras, cavalga a onda, cede ao
populismo e viola o seu código genético demoliberal.
A
consequência imediata do Brexit é,
precisamente, abrir a possibilidade de fragmentação política da Europa. Passou
a ser possível realizar referendos e um Estado-membro pode negociar a saída. Se,
agora, para vacinar a Europa, a UE impuser condições draconianas ao Reino
Unido, as consequências económicas e financeiras serão devastadoras; se a UE
permitir uma saída suave, as consequências políticas serão trágicas – outros
países perderão o receio.
Com
a crise económica por resolver, com uma crise financeira prestes a regressar –
até com maior intensidade – e com a crise dos refugiados, a Europa só tinha uma
saída política: aprofundar a integração e desenhar uma “união mais perfeita”.
Mas como a UE é formada por 28 democracias, onde a soberania popular impera,
este caminho é, hoje, inviável. A combinação de desemprego estrutural, projeto
europeu construído nas costas dos europeus e eleitorados envenenados por
retórica populista não permite qualquer veleidade para-federalista.
Dificilmente
será possível continuar a falar de uma Europa unida. O Reino Unido terá agora
de gerir uma saída de contornos financeiros difíceis de antecipar e que pode
fragmentar politicamente as ilhas, mas as consequências para uma Europa
amarrada de forma ligeira a uma moeda única podem ser igualmente profundas. Se
tudo continuar como nos últimos anos, chegará o momento em que teremos a
Alemanha a repetir: “nós não somos a França”.
publicado no Expresso de 25 de Junho
O paradoxo da seleção
Falta de eficácia e algumas
exibições individuais pouco conseguidas. Têm sido estas as explicações para o
percurso da seleção no Euro. Um conjunto de justificações conjunturais que servem
para ocultar causas estruturais.
Talvez valha a pena recordar que
Portugal integra um grupo que, numa fase final de um Euro, nem por encomenda.
Islândia, Áustria e Hungria são seleções sofríveis. Acima de tudo, não é
possível anunciar que Portugal é candidato à vitória e justificar empates
contra estas equipas com azar e falta de eficácia. O problema começou mesmo nas
expectativas: nem a seleção nacional é tão má como tem parecido, nem é tão boa
como se quis fazer crer.
A meio caminho entre o que se tem
visto e as expectativas criadas, está uma equipa com qualidade, mas que tem debilidades
e não são de hoje. Com um jogador extraordinário e sem ajudantes à altura, a
seleção portuguesa vive com desequilíbrios e parece jogar melhor contra equipas
mais fortes.
Ronaldo é a mais valia e, paradoxalmente,
um problema para a seleção. Sendo um portento na finalização, está longe de ser
um jogador de topo na percepção coletiva do futebol e na capacidade de envolver
os colegas no seu jogo. Por isso mesmo, rende mais quando não é referência
atacante e tem ao seu lado um “poste” que o liberte. Ronaldo joga sozinho e quando
tem uma equipa que o ajuda, é fantástico. Quando não é assim, sobra um jogador
egocêntrico e preso na sua ambição – o marcador caricato de livres é o
paradigma disto mesmo.
Hoje, como já aconteceu, Ronaldo
pode ganhar o jogo sozinho. A questão é que dificilmente se vence um Euro com
este modelo de jogo.
publicado no Record de 22 de Junho
A Europa vista do Euro
O futebol pode bem ser a continuação da política por outros meios,
pelo que a história do Euro se confunde com a da Europa: em 1960, ano da
primeira Taça das Nações Europeias, apenas quatro seleções participaram
na fase final. Dos três primeiros classificados, nenhum país existe e
da sua fragmentação nasceram dezenas de novas nações. A União Soviética
venceu a Jugoslávia na final, enquanto a Checoslováquia derrotava a
França no jogo para o 3º lugar. Três repúblicas socialistas e uma
potência colonial – que, entretanto, também, perdeu o seu império.
Nas décadas seguintes, a integração europeia progrediu, o Bloco de Leste colapsou e a democracia chegou ao sul. O futebol europeu beneficiou da revolução cultural dos 60. Num torneio já com uma fase final alargada, a Laranja Mecânica liderada por Cruyff, ainda que nunca cumprindo as expetativas, mudava a face do futebol europeu, questionando as regras estabelecidas. Depois, perante a desagregação política a Leste e o alargamento da U.E. às jovens democracias, o multiculturalismo tomava conta das seleções, que juntavam filhos de emigrantes de todas as proveniências. A Europa respirava otimismo histórico e o futebol espelhava o ar dos tempos.
Hoje, o Euro é de novo retrato da Europa. Uma competição alargada para além do razoável (24 seleções!), num continente fragmentado, dividido por novas clivagens e movido a ressentimento. Regressaram em força os confrontos entre adeptos, as tensões nacionalistas e até a Alemanha – que no fim tenderá a vencer – se revela, em campo, uma potência hegemónica relutante.
publicado no Record de 13 de Junho
Nas décadas seguintes, a integração europeia progrediu, o Bloco de Leste colapsou e a democracia chegou ao sul. O futebol europeu beneficiou da revolução cultural dos 60. Num torneio já com uma fase final alargada, a Laranja Mecânica liderada por Cruyff, ainda que nunca cumprindo as expetativas, mudava a face do futebol europeu, questionando as regras estabelecidas. Depois, perante a desagregação política a Leste e o alargamento da U.E. às jovens democracias, o multiculturalismo tomava conta das seleções, que juntavam filhos de emigrantes de todas as proveniências. A Europa respirava otimismo histórico e o futebol espelhava o ar dos tempos.
Hoje, o Euro é de novo retrato da Europa. Uma competição alargada para além do razoável (24 seleções!), num continente fragmentado, dividido por novas clivagens e movido a ressentimento. Regressaram em força os confrontos entre adeptos, as tensões nacionalistas e até a Alemanha – que no fim tenderá a vencer – se revela, em campo, uma potência hegemónica relutante.
publicado no Record de 13 de Junho
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